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Publicado por Eu Sou do Cariri em Quarta, 30 de março de 2016
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Home » Posts filed under Crônica
CRÔNICA: O MORADOR DE RUA COM SUPOSTA TITULAÇÃO DE DOUTOR
Posted by Carlos Rodrigo | sábado, 4 de junho de 2016 | Category:
Carlos Rodrigo,
Crônica
|
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Andei
apressado até a avenida de pavimentação asfáltica da minha cidade, Crato,
localizada no interior do Ceará, e aguardei o momento certo para atravessá-la.
Interessante como uma quebra na rotina nos faz perceber a realidade ao nosso
redor com maior sensibilidade. Ela nos demanda mais atenção, parece. Na manhã
da sexta-feira em questão, ensolarada, com tempo ameno, o meu carro apresentou
algum problema e eu optei por ir ao curso de inglês usando o ônibus das oito e
meia.
Ao
meu lado chegou um homem de idade, branco, com barba e cabelos compridos,
grisalhos. Ele usava uma calça jeans velha, camisa regata azul rasgada e
chinelos surrados, tão imundos quanto a sua própria pele. Tinha os ombros
curvados para frente e olhava para baixo, para o asfalto sujo, como se a beleza
do céu não merecesse ser admirada pelos olhos sem cor. O homem fedia a carne
estragada, eu esperava de coração que não fosse a carne dele.
CRÔNICA: A NECESSARIEDADE DOS BONS MODOS
Posted by Carlos Rodrigo | sexta-feira, 22 de abril de 2016 | Category:
Carlos Rodrigo,
Crato,
Crônica
|
0
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| Foto: reprodução |
Por Carlos Rodrigo
Não
era sempre que eu via aquilo. Quer dizer, não na vida real... foi uma atitude
incompreensível. Fiquei perguntando a mim mesmo se eu usaria a função “desver”,
caso ela existisse. Todos nós seremos idosos um dia, a menos que morramos
antes.
Numa manhã antipática qualquer, no estresse de quem resolve problemas no centro movimentado da cidade de Crato – CE, uma idosa tropeçou na calçada, bem na minha frente, do outro lado da rua, logo que o sinal abriu. O tempo parou por um centésimo de segundo... a senhora com postura curva e o suor de quem já andava cansada, portando seus 75 anos, desacompanhada, sem alguém para carregar a sacola de compras de três quilos firme na mão flácida, provavelmente teve o coração a saltar na boca. Entanto, de certo, agiu rápido.
Numa manhã antipática qualquer, no estresse de quem resolve problemas no centro movimentado da cidade de Crato – CE, uma idosa tropeçou na calçada, bem na minha frente, do outro lado da rua, logo que o sinal abriu. O tempo parou por um centésimo de segundo... a senhora com postura curva e o suor de quem já andava cansada, portando seus 75 anos, desacompanhada, sem alguém para carregar a sacola de compras de três quilos firme na mão flácida, provavelmente teve o coração a saltar na boca. Entanto, de certo, agiu rápido.
Os
mais velhos têm sabedoria...
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