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Publicado por Eu Sou do Cariri em Quarta, 30 de março de 2016
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Home » Posts filed under Carlos Rodrigo
CRÔNICA: O MORADOR DE RUA COM SUPOSTA TITULAÇÃO DE DOUTOR
Posted by Carlos Rodrigo | sábado, 4 de junho de 2016 | Category:
Carlos Rodrigo,
Crônica
|
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Andei
apressado até a avenida de pavimentação asfáltica da minha cidade, Crato,
localizada no interior do Ceará, e aguardei o momento certo para atravessá-la.
Interessante como uma quebra na rotina nos faz perceber a realidade ao nosso
redor com maior sensibilidade. Ela nos demanda mais atenção, parece. Na manhã
da sexta-feira em questão, ensolarada, com tempo ameno, o meu carro apresentou
algum problema e eu optei por ir ao curso de inglês usando o ônibus das oito e
meia.
Ao
meu lado chegou um homem de idade, branco, com barba e cabelos compridos,
grisalhos. Ele usava uma calça jeans velha, camisa regata azul rasgada e
chinelos surrados, tão imundos quanto a sua própria pele. Tinha os ombros
curvados para frente e olhava para baixo, para o asfalto sujo, como se a beleza
do céu não merecesse ser admirada pelos olhos sem cor. O homem fedia a carne
estragada, eu esperava de coração que não fosse a carne dele.
RESENHA CRÍTICA DO LIVRO "NUNCA JAMAIS", POR COLLEEN HOOVER E TARRYN FISHER
Posted by Carlos Rodrigo | sábado, 23 de abril de 2016 | Category:
Carlos Rodrigo,
Livros,
livros estrangeiros,
Resenhas
|
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| Foto: @Ccarlosrodrigo / Instagram |
Por Carlos Rodrigo
Nunca Jamais (ou Never Never, título original em inglês) é um livro escrito por Collen Hoover com co-autoria de Tarryn Fisher. Foi publicado no Brasil neste ano (2016) sob os direitos da Editora Record LTDA, que utilizou do selo Galera. É um pequeno livro, 190 páginas, categorizado como Ficção Americana.
Nunca Jamais (ou Never Never, título original em inglês) é um livro escrito por Collen Hoover com co-autoria de Tarryn Fisher. Foi publicado no Brasil neste ano (2016) sob os direitos da Editora Record LTDA, que utilizou do selo Galera. É um pequeno livro, 190 páginas, categorizado como Ficção Americana.
Never Never conta a história dos protagonistas Charlie e
Silas, um casal adolescente de namorados que, no entanto, não conhecem um ao
outro, literalmente. Na verdade, eles desconhecem a própria família, os amigos
e até a si mesmos. Silas e Charlie perderam a memória! É o que narram eles de
imediato, nos primeiros parágrafos do primeiro capítulo. O livro começa com a
perda de memória de ambos, as quais ocorrem no mesmo momento, dentro do colégio;
exatamente, é um livro com clima colegial... não clichê.
Mas, porém, entretanto, os esquecidos do pedaço não
querem parecer loucos, então tentam manter a imagem para todos do circulo de
convivência (e fora dele também) de que está tudo perfeitamente normal, do tipo
"nada disso, ninguém perdeu a memória aqui..." "é... não tem ninguém ficando
doido". E são nas tentativas e ânsia dos protagonistas, que revesam
narrativa em primeira pessoa, de descobrir o que está acontecendo com eles, que
todo o mistério e suspense da obra se desenrola. Ótimo suspense, bom ressaltar.
Dessa forma, se você é o tipo de leitor que tem
curiosidade e paciência (porque o mistério se estende até o fim do livro) e
gosta de suspense, esta é uma ótima obra da Colleen Hoover em parceria com
Tarryn Fisher. Particularmente, a motivação dos personagens para não buscar
ajuda soa um tanto tola. No meu caso, eu contaria tudo logo a primeira pessoa que
aparecesse pela frente "me ajudem, eu não lembro de nada!", até porque
eles, os protagonistas, recordam de coisas básicas como o funcionamento de um hospital e que lá
existem profissionais chamados médicos, podendo estes oferecer ajuda. Charlie e Silas vão atrás de outras soluções, mas, não, eles nem cogitam ir ao hospital.
Acredito que seria inteligente da parte das autores se
conseguissem encaixar ajuda médica e ao mesmo tempo tivessem a capacidade de dar continuidade
ao enredo. Na verdade, deixo como um desafio para elas, já que Nunca Jamais
terá certamente uma sequência; termina com "continua...".
Colleen Hoover é autora das séries populares
Slammed e Hopeless, que figuraram o top dos mais vendidos do New York Times,
onde também Tarryn Fisher - escreveu a trilogia Love Me With Lies - foi mostrada best-seller.
Já leu Never Never? Deixe seu comentário!
CRÔNICA: A NECESSARIEDADE DOS BONS MODOS
Posted by Carlos Rodrigo | sexta-feira, 22 de abril de 2016 | Category:
Carlos Rodrigo,
Crato,
Crônica
|
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| Foto: reprodução |
Por Carlos Rodrigo
Não
era sempre que eu via aquilo. Quer dizer, não na vida real... foi uma atitude
incompreensível. Fiquei perguntando a mim mesmo se eu usaria a função “desver”,
caso ela existisse. Todos nós seremos idosos um dia, a menos que morramos
antes.
Numa manhã antipática qualquer, no estresse de quem resolve problemas no centro movimentado da cidade de Crato – CE, uma idosa tropeçou na calçada, bem na minha frente, do outro lado da rua, logo que o sinal abriu. O tempo parou por um centésimo de segundo... a senhora com postura curva e o suor de quem já andava cansada, portando seus 75 anos, desacompanhada, sem alguém para carregar a sacola de compras de três quilos firme na mão flácida, provavelmente teve o coração a saltar na boca. Entanto, de certo, agiu rápido.
Numa manhã antipática qualquer, no estresse de quem resolve problemas no centro movimentado da cidade de Crato – CE, uma idosa tropeçou na calçada, bem na minha frente, do outro lado da rua, logo que o sinal abriu. O tempo parou por um centésimo de segundo... a senhora com postura curva e o suor de quem já andava cansada, portando seus 75 anos, desacompanhada, sem alguém para carregar a sacola de compras de três quilos firme na mão flácida, provavelmente teve o coração a saltar na boca. Entanto, de certo, agiu rápido.
Os
mais velhos têm sabedoria...
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